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é à toa que droga é sinônimo de remédio,
tampouco é gratuita a idéia que a maconha tem propriedades
curativas. HEMP: O USO MEDICINAL E NUTRICIONAL DA MACONHA discute
as aplicações médicas da cannabis sativa
nas disciplinas alopáticas, herbais, homeopáticas
e ayurvédicas, e pretende ser um guia do usuário,
um manual útil tanto para o paciente quanto para o profissional
de saúde.
Chris Conrad, autor do livro, chama
atenção para o fato de que a maconha é usada
para tratar sintomas e não é a cura direta das doenças.
Lembra que nenhum remédio é perfeitamente seguro
para todas as pessoas em todas as situações e, doses
e efeitos colaterais variam de acordo com o peso do corpo, o metabolismo
e outras circunstâncias. No entanto, ao mesmo tempo em que
tece alertas, Conrad mostra o espaço existente para as
drogas à base de cânhamo no receituário médico
moderno.
Devido aos estudos científicos
realizados, pesquisas verificaram o mérito da erva no tratamento
de enxaquecas e na redução da pressão intra-ocular,
diminuindo a formação de glaucoma. A empresa Holliester
demonstrou o valor da cannabis como estimulante alimentar em 1971
e desde então ela tem sido usada no tratamento da síndrome
de desgaste associada à Aids, à anorexia e ao câncer.
Em 1980, a companhia Sallan documentou sua utilidade no controle
de náuseas e vômitos, passando a ser usada para compensar
os efeitos debilitantes da quimioterapia a que são submetidos
os que sofrem de câncer e de Aids.
HEMP: O USO MEDICINAL E NUTRICIONAL
DA MACONHA não aborda somente os aspectos contemporâneos
da questão. Conrad pesquisou a fundo e descobriu que o
mais antigo registro médico da utilização
da maconha foi na China, em 3.750 A.C.. Introduzida pelo filósofo
Shen Nung, a droga era usada no tratamento de febres, disenteria,
epilepsia, insônia, cólicas menstruais, tensão
nervosa, falta de apetite, além de ser aplicada com propriedades
analgésicas e afrodisíacas. Nos Estados Unidos,
o primeiro registro foi em 1854, na farmacopéia dos Estados
Unidos. Lá diz: "os extratos de cannabis produziam
sono, apaziguavam espamos, controlavam a inquietude nervosa e
aliviavam a dor... Entre as enfermidades para as quais ela foi
especialmente recomendada estão a nevralgia, a gota, o
tétano, a hidrofobia, a cólera epidêmica,
convulsões, a histeria, a depressão mental, a insanidade
e a hemorragia uterina".
Apesar de a maconha medicinal ter,
comprovadamente, melhorado a vida de muitas pessoas, devido ao
seu grande potencial terapêutico e nível de segurança,
nos últimos sessenta anos várias campanhas desabonadoras
das qualidades da erva foram amplamente divulgadas, enquanto que
as pesquisas sobre foram restritas por interferência dos
governos. Até a companhia farmacêutica Merck reconheceu
que: "Basicamente, a oposição à droga
baseia-se em fundamentos morais e políticos, não
toxicológicos."
HEMP: O USO MEDICINAL E NUTRICIONAL
DA MACONHA procura desmistificar os preconceitos e tabus que envolvem
a maconha e o seu uso, além de propor uma questão:
usar cannabis para se sentir melhor fisicamente, para minimizar
sintomas de doenças é totalmente diferente de consumir
maconha para atingir um...
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