Hemp: O uso medicinal e nutricional da Maconha

Autor: Chris Conrad
Editora: Record
Páginas: 384

Preço: R$51,00
Por: R$48,90

Não é à toa que droga é sinônimo de remédio, tampouco é gratuita a idéia que a maconha tem propriedades curativas. HEMP: O USO MEDICINAL E NUTRICIONAL DA MACONHA discute as aplicações médicas da cannabis sativa nas disciplinas alopáticas, herbais, homeopáticas e ayurvédicas, e pretende ser um guia do usuário, um manual útil tanto para o paciente quanto para o profissional de saúde.

Chris Conrad, autor do livro, chama atenção para o fato de que a maconha é usada para tratar sintomas e não é a cura direta das doenças. Lembra que nenhum remédio é perfeitamente seguro para todas as pessoas em todas as situações e, doses e efeitos colaterais variam de acordo com o peso do corpo, o metabolismo e outras circunstâncias. No entanto, ao mesmo tempo em que tece alertas, Conrad mostra o espaço existente para as drogas à base de cânhamo no receituário médico moderno.

Devido aos estudos científicos realizados, pesquisas verificaram o mérito da erva no tratamento de enxaquecas e na redução da pressão intra-ocular, diminuindo a formação de glaucoma. A empresa Holliester demonstrou o valor da cannabis como estimulante alimentar em 1971 e desde então ela tem sido usada no tratamento da síndrome de desgaste associada à Aids, à anorexia e ao câncer. Em 1980, a companhia Sallan documentou sua utilidade no controle de náuseas e vômitos, passando a ser usada para compensar os efeitos debilitantes da quimioterapia a que são submetidos os que sofrem de câncer e de Aids.

HEMP: O USO MEDICINAL E NUTRICIONAL DA MACONHA não aborda somente os aspectos contemporâneos da questão. Conrad pesquisou a fundo e descobriu que o mais antigo registro médico da utilização da maconha foi na China, em 3.750 A.C.. Introduzida pelo filósofo Shen Nung, a droga era usada no tratamento de febres, disenteria, epilepsia, insônia, cólicas menstruais, tensão nervosa, falta de apetite, além de ser aplicada com propriedades analgésicas e afrodisíacas. Nos Estados Unidos, o primeiro registro foi em 1854, na farmacopéia dos Estados Unidos. Lá diz: "os extratos de cannabis produziam sono, apaziguavam espamos, controlavam a inquietude nervosa e aliviavam a dor... Entre as enfermidades para as quais ela foi especialmente recomendada estão a nevralgia, a gota, o tétano, a hidrofobia, a cólera epidêmica, convulsões, a histeria, a depressão mental, a insanidade e a hemorragia uterina".

Apesar de a maconha medicinal ter, comprovadamente, melhorado a vida de muitas pessoas, devido ao seu grande potencial terapêutico e nível de segurança, nos últimos sessenta anos várias campanhas desabonadoras das qualidades da erva foram amplamente divulgadas, enquanto que as pesquisas sobre foram restritas por interferência dos governos. Até a companhia farmacêutica Merck reconheceu que: "Basicamente, a oposição à droga baseia-se em fundamentos morais e políticos, não toxicológicos."

HEMP: O USO MEDICINAL E NUTRICIONAL DA MACONHA procura desmistificar os preconceitos e tabus que envolvem a maconha e o seu uso, além de propor uma questão: usar cannabis para se sentir melhor fisicamente, para minimizar sintomas de doenças é totalmente diferente de consumir maconha para atingir um...


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