| Aqui compartilho
parte dessa minha jornada dentro da alimentação
energeticamente viva - raw living foods.
Antes de falar sobre minha jornada com
a alimentação viva, irei contar um pouco
sobre como essa conexão com a alimentação
se iniciou.
Desde pequena sempre fomos – eu
e meus irmãos – acostumados a mesa farta,
tanto em casa, quanto na casa dos meus avós maternos.
Mesa farta no sentido de muita variedade – frutas
diversas, verduras com colorações diferentes,
raízes, legumes, vegetais variados, frutas secas,
castranhas, entre outras muitas coisas. Não crescemos
com batatas fritas, arroz branco (leia-se hiper refinado)
e bife. Aliás, aos 5 anos de idade eu já
não mais sabia o que era comer carne de animais
mamíferos, graças a minha grande mãe,
Virgínia Jahara (autora do livro ‘Rebirthing,
O Novo Yoga, editado pela Ed Pensamento). Aos 10 anos
de idade comecei a questionar e olhar para aqueles franguinhos
assados, sem mais desejá-los. Por que eu estava
comendo a carne, o corpo daquele animal? Meu corpo, minha
mente começaram a rejeitar aquela idéia.
Em minha adolescência, apesar de
permanecer vegetariana, diríamos, SEM comer animais,
a alimentação ainda era bastante processada,
industrializada, alimentos refinados, e etc.
O tempo foi passando... e mais informações,
mais percepção, mais sensibilidade para
o que eu estava colocando para dentro de meu próprio
templo – meu corpo.
Em meados de 2001, morando na Califórnia,
entrei em contato com a ‘alimentação
viva’, quando participei de uma palestra com David
Wolfe (www.davidwolfe.com) em Huntington Beach, sobre
os benefícios, a vibração, a simplicidade,
a realidade, a natureza de uma alimentação
natural-crua-viva, e não desnaturada pelo cozimento,
pelo processamento, industrialização, e
assim por diante. Fiquei fascinada com tanta informação
iluminada e o mais importante – o simples dentro
do ‘já’ complexo! Além do jantar
que foi oferecido por uma Raw Food Chef – Ursula
- que hoje em dia tem um fantástico e delicioso
restaurante chamado GoodMoodFood. Nesse periodo eu me
alimentava de 60% “vivo”, 40% cozidos, ou
sei lá o que, mas sempre do reino vegetal.
Em 2002, segui para uma viagem a
India por 4 meses, onde foi praticamente impossível
(ou por falta de vontade maior) permanecer, ou
dar continuidade a

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alimentação viva, pois morando e
trabalhando em um centro de meditação
e viajando pela India, muitas vezes 'dependia' do
que estava disponivel em tais lugares. |
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Em Abril de 2003, de volta ao Brasil, o caminho
da alimentação viva me atraiu novamente.
Entrando em contato com o trabalho belissimo que
a Ana Branco faz na PUC no Rio de Janeiro, comecei
de novo a me unir a esse estilo de vida - no entanto,
não 100% - ainda. |
| Em Novembro de
2004, participei do Congresso Vegetariano Mundial
que aconteceu em Florianópolis, no sul do
Brasil. Naquele momento, pessoas, e 'luzes' me cercaram
de uma forma que me fascinou. |
Congresso Vegetariano Mundial, Florianópolis,
2004 |
A
alimentação viva estava presente no
congresso e foi demonstrada, não apenas por
Ana Branco e sua equipe, mas também por Dr.
Alberto Gonzalez (responsável pelo projeto
Oficina
da Semente e autor do livro "Lugar
de Médico é na Cozinha"), por
Aris La Tham (que deu palestra e demonstração
fabulosa), Victoria Bontenko, além de outros
estrangeiros - raw foodists - que palestraram no congresso. |
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A troca de informações
foi intensa, pessoas que cruzaram meu caminho me
fizeram enxergar novamente a beleza da alimentação
energéticamente viva. Retornei ao Rio respirando
aquela energia. |
Em Dezembro de 2004, fui ao encontro
de amigos, uns vegetarianos e outros no caminho do ‘vivo’
(Milene Mattar, Flávio Passos, Ana Virginia, Alexandre,
Rodrigo, Léo Tolentino...) em Belo Horizonte, MG
(e aqui deixo meu grande beijo e sorriso a Milene e sua
família que me receberam com braços mais
do que abertos). Uma semana espetacular de pura energia
CRUA. No primeiro dia, pequena demonstração
‘viva’ com Flávinho (Flávio
Passos); os outros dias foram tomando forma (Milene e
Léo presentes!) - experimentos de pratos muito
coloridos, brotos diversos, sabores ricos, e uma energia
contagiante!
No início de 2005, entrei em contato
com Dr. Alberto Gonzalez (pessoa super querida) e fui
ao encontro dele na Lapa, onde me apresentou seu projeto
– Oficina da Semente. Trabalhando naquele momento
em meu escritório no Centro do Rio, consegui apenas
alguns dias da semana para colaborar e participar, juntamente
com alunos de medicina da Estácio de Sá,
da Oficina da Semente.

David Wolfe - RawFood.com
David Wolfe, em Santa Barbara, CA;
Jennifer Cornbleet (autora do livro ‘Raw Food
Made Easy’), em CA; um dia no Optimun Health
Institute, em San Diego – um espaço
que ensina as pessoas sobre a alimentação,
e inclui doses diárias do suco de WheatGrass
“Grama de Trigo”; David Cramar (conhecido
como “The Grassman”, quem trabalhou
no Optimun Health Institute em San Diego, CA, por
7 anos, e vem repassando essa informação
a milhares de pessoas nos últimos anos, além
de doar e vender suas bandejas de WheatGrass “Grama
de Trigo” a diversas pessoas e estabelecimentos
em Riverside County, CA);
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Em
2006, retornei à California, e junto a meu
braço direito - Chris, venho participando
de diversas palestras na área – perguntas
e respostas com Dr. Gabriel Cousens em seu espaço
– Tree of Life – na Patagônia,
AZ; |

Dr. Gabriel Cousens - Tree of Life

visita e degustação
de pratos criativos com alimentos crus nos restaurantes
GoodMoodFood, Cilantro Live, Neshama (atualmente
Greenary), Tree of Life Café
- Arizona (foto acima), e muitos encontros de
pessoas já há anos nesse estilo
de vida e outros interessados pelo assunto, além
de CRUzinhar em casa!
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A jornada tem sido muito
interessante, e uma vez que decidi entrar de cabeça,
os alimentos estão se ‘tornando’
mais coloridos, mais saborosos, mais cheirosos, mais
brilhantes, vibrantes, tudo tem um sentindo ainda
maior. Priorizo alimentos orgânicos, frescos,
NÃO genéticamente modificados –
indo a feiras locais. Sementes diversas para germinar,
geralmente compro em lojas de produtos naturais e,
de preferência, orgânicas. |
| Como diz Aris
La Tham, a mãe natureza realmente é
sábia, e por que discutir com ela e tentar
modificá-la, desnaturando, artificializando,
industrializando, desnutrindo sua criação?
Não seria isso uma falta de respeito com o
natural, com o sugerido, o doado por ela? |
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Vejo na alimentação
energéticamente viva uma grande troca.
Da mãe natureza (ou como você queira
chamá-la) para nós que somos parte
dela. E de nós para ela. A troca de energia
é constante! Não podemos negar que
precisamos dela, e iremos precisar sempre, no
entanto observamos o que vem acontecendo já
há algum tempo – a falta de respeito
com a mãe natureza vem criando desequilíbrios
devastadores - externa e internamente. Quanto
mais poluímos, mais essa é a resposta
que estamos obtendo. No entanto, estamos correndo
atrás de nosso próprio rabo “tentando”
sanar essa situação.
Nós precisamos da mãe
natureza, mas ela, sem sombra de dúvida,
não precisa de nós.
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Enquanto continuarmos gerando a quantidade
de lixo tóxico que estamos gerando quando é
que realmente iremos dar as mãos ao nosso criador?
Que ser evoluído é esse que tanto achamos
que somos, se não conseguimos nos sensibilizar
em relação a isso?
Muitos dizem que esse estilo de vida
é radical. Interessantemente vejo o oposto. Vejo
esse como sendo o simples, o real, o natural. Radical
para mim, é comprar produtos encaixotados, que
tem um ‘prazo de validade’ de até 2
anos, altamente artificiais, com ingredientes que entopem
nossas veias, se alimentar de animais que foram massacrados
antes de chegar a mesa do ‘jantar’, se alimentar
de produtos refinados pelo sistema, e achar que isso é
o normal. Normal? Estamos precisando parar, respirar,
nos conscientizar do que anda acontecendo ao nosso redor.
A alimentação
energéticamente viva é, sem dúvida,
um grande passo para o cuidado e respeito com ambos
ambientes – o externo e o interno. São
nos alimentos em seu estado natural, cru-vivo, que
encontramos a combinação perfeita
de nutrientes, enzimas, fibras, antioxidantes, e
microorganismos. Nosso corpo não consegue
funcionar propriamente sem eles. Nenhuma vitamina
ou hormoneos podem finalizar o que lhes é
destinado sem as enzimas e nenhum sistema imunológico
pode permanecer intacto.
Se usamos combustível diferente do específicado
para o nosso carro, não iremos muito longe.
O mesmo acontece com nosso corpo - nosso templo
- com o alimento danificado. Isso gera um estresse
no organismo, levando a intoxicação,
doenças, problemas de peso, e obesidade. |

Se alimente de alimentos a natura
- sem químicas, sem preservativos! |
Como uma eterna aprendiz, a jornada é
longa, descobertas ainda por vir, mas enquanto isso, saúdo
a mãe natureza e agradeço pelo alimento
que ela nos doa (ops! e mesmo dentro da mãe natureza
existe veneno!)
Aqui apenas compartilho essa base bonita, simples, nutritiva
e viva!!
E lembre-se, mesmo fazendo utilização
de alimentos sem a deteriorização da energia
vital dos mesmos, é importante a inclusão
de outros elementos necessários para um corpo em
sintônia, como: exercício, descanço,
ar puro, respiração profunda, raios solares
em nossa pele, alongamento, o toque, pensamentos construtivos,
relacionamentos harmoniosos, interação com
os animais, e saia do ar condicionado!!!
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A todos nós, um brinde
(com o néctar do côco) à vida!
Saúde e sejamos felizes!
Ursula Jahara
Tinoco
“Que
o alimento seja seu medicamento,
e que o medicamento seja seu alimento.”
Hippocrates |
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